Bienal IV. Sertão, livre sertão


           Eis que chegamos a mais uma edição da Bienal do Sertão de Artes Visuais, bienal que começou com o desejo simples e objetivo de se estabelecer como estratégia de historização e de visibilização, sendo o principal e mais importante evento das artes plásticas/visuais na região do sertão brasileiro hoje, fato esse em que se tem alcançado a virtude de se firmar como duradouro e promissor no cenário das artes em nosso país.
        Almejando uma plataforma de divulgação da produção artística contemporânea, de formação de novos públicos e de intercâmbios de artistas e obras na/da/para a região do sertão, segue seu caminho atento às vozes de artistas consagrados, renomados e de novos talentos recém chegados, assim contribuindo de forma efetiva na discussão e problemática da vivência do homem no sertão e de suas peculiaridades, abarcando ativismos, criatividades, formação e natureza desfronteiriça, sob todas as perspectivas possíveis.
          Para esta exposição, foram mais de 4.000 obras analisadas, sendo 453 inscrições de todas as partes do mundo, trabalho que foi instigado pelas diferentes linguagens, técnicas e filosofias concernentes a cada artista insurgido. Desta forma, os 29 artistas que ora apresentamos perfazem a companhia de se identificar em algum momento por suas raízes de pensamento, ou por sua natureza de pesquisa que alude ao habitat sertanejo ou mais ainda à sua existência fora dos limites geográficos e identitários. Assim, nessa junção de obras e artistas de várias localidades do sertão, do Brasil e de nações diferentes, permite-se a ampliação de seu ‘espaço físico’, de trocas simbólicas entre o sertão e seu estado global, fortalecendo assim seu campo de atuação e visão.
       Pela primeira vez na história da bienal primamos em oferecer o Museu do Piauí – Casa de Odilon Nunes como núcleo contemporâneo e histórico, pelo seu acervo antropológico e cultural do homem na região do sertão brasileiro e de sua importância na formação, amplitude e de patrimônio educativo.
      As diretrizes da Bienal nesta brava edição em Teresina em seus 30 dias de exposição continuam com a interação de obras e artistas, monitorias, rodas de conversa, entrevistas, visitações, etc, e tudo que for necessário ao seu fortalecimento como entidade parceira na reflexão e valorização do homem contemporâneo a partir desta área tão imponente e forte que é o sertão brasileiro.
          Uma ótima bienal a todos.
                             

                                                                                                                                                                                     Denilson Conceição Santana.
                                                                                                                                                                                                            Curador

Grão: Gabriela Sá e Ícaro Moreno

Natalie Mirêdia

Coletivo Huma

Leandro Peregre

Núcleos Histórico e Contemporâneo

Instituição Convidada: Museu do Piauí - Casa de Odilon Nunes

©Margareth Leite

Catálogo Geral. Bienal IV

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